• Ronaldo Gomes dos Santos

A emoção do retorno à grande tela

Atualizado: 7 de abr.

A saga de um cinéfilo retornando ao convívio com a sétima arte.

Final de 2019, enquanto organizava o meu Bullet journal, já havia decidido que 2020 seria o ano em que eu frequentaria mais vezes as salas de cinema, coisa que eu havia feito em 13 momentos no ano anterior e, 12 naquele ano. Havia assistido apenas 03 filmes de janeiro a março. Seis de março foi último dia em que havia ido ao cinema antes da pandemia. No mesmo dia consegui assistir a dois filmes: Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa e Sonic, parecia que eu conseguiria superar a minha meta de filmes assistidos na sala de cinema. Já havia ,inclusive, garantido o meu ingresso para uma sessão especial do filme Mulher Maravilha 84, previsto para estrear em junho, além de uma lista de filmes que pretendia garantir o ingresso! "Hoje, 07 de novembro, após alguns esboços de tentativas de ida, consegui ir ao cinema. A emoção foi tamanha que parecia que era a primeira vez que eu realizava aquela ação!" Porém, como já é sabido, o mundo passou a viver um momento pandêmico que demandou uma quarentena na tentativa de evitar o espalhamento do vírus, e com isso restrições em geral foram estipuladas. Diversas áreas foram atingidas, principalmente a área de entretenimento. Por meses acompanhamos a evolução dessa situação incomum, torcemos pela redução dos casos de mortos, torcemos por uma vacina, esperamos até o presente momento. Após algum tempo, houve o que ficou conhecido como flexibilização após um período de lockdown em alguns lugares. Diversas áreas comerciais começaram a retornar a suas atividades, escolas começaram a ter um plano de retorno esboçado, mas nada com relação às salas de cinema.

Além da espera, havia também o receio ao risco de contágio com esse retorno gradual do que se costuma chamar de “o novo normal” (que de normal não há nada!). Comigo havia uma mistura de sentimentos; o querer voltar a me emocionar com a sétima arte e a cautela de não estar me colocando em risco em nome de sensações fantásticas. O dia do anúncio do retorno das atividades dos cinemas chegou, a espera pela divulgação da data de reabertura das salas do shopping mais próximo a minha residência só aumentava!


Hoje, 07 de novembro, após alguns esboços de tentativas de ida, consegui ir ao cinema. A emoção foi tamanha que parecia que era a primeira vez que eu realizava aquela ação! Ao comprar o ingresso no totem, a emoção era tamanha, não percebi que o filme que eu achava que iria assistir era um e não outro que imaginava! Rsrs! Ambos os filmes têm o mesmo tema: bruxas! Comprei o ingresso para assistir Jovens Bruxas – Nova irmandade, e achando que iria ver Convenção das Bruxas. Cenas pós créditos... Na sessão, além de mim, havia 03 outros espectadores. Ao iniciar, comecei a relembrar filmes vistos na telona esperando ver a Anne Hathaway, Octavia Spencer entre outros, mas a história teve início com algumas jovens, acreditava eu ser essa a primeira fase do filme e, que as personagens das atrizes citadas iriam aparecer na segunda fase do longa-metragem. Após um bom tempo, a história continuava focada no momento das personagens adolescentes, e logo percebi o meu equívoco! Filme errado! Comecei a rir internamente e voltei a minha atenção para história sendo exibida naquele momento e não no remake do clássico filme de 1990 com Anjelica Houston no papel principal. No geral o filme me agradou. É um reboot discreto com terror atenuado em relação ao filme de 1996. Nessa nova versão da Blumhouse para o clássico cult Jovens Bruxas, um eclético quarteto de adolescentes aspirantes a bruxas recebem mais do que jamais esperavam ao se aprofundar no uso de seus recém descobertos poderes.

Elenco: Cailee Spaeny, Gideon Adlon, Lovie Simone, Zoey Luna, Nicholas Galitzine, com Michelle Monaghan, David Duchovny Direção: Zoe Lister-Jones Roteiro: Zoe Lister-Jones Produção: Douglas Wick, Lucy Fisher, Jason Blum Classificação: 12