• Ronaldo Gomes dos Santos

Sessão de Terapia

Sessão de Terapia para maratonar


Sessão de Terapia, minha série nacional favorita de todos os tempos, é uma série de TV que retrata o consultório de um psicólogo que trata pacientes em sua clínica cinco dias por semana e, em seguida, busca tratamento psicológico para si mesmo. Desde 2012 eu a acompanho e cada vez mais cresce em mim o desejo de voltar a cursar psicologia e poder atuar em prol do próximo.



A série originalmente criada pelo psicanalista israelense Hagai Levi, em 2005 com o título BeTipul (Tratamento em hebraico), gerou a versão norte americana intitulada In Treatment, a mais conhecida internacionalmente. Sob a demanda do canal GNT, a série foi adaptada por Jaqueline Vargas, com roteiros de Cadu Machado, Ana Luiza Savassi, Luh Maza, Ricardo Inhan, Marilia Toledo e Emilio Boechat, sob direção de Selton Mello.


Para Roberto d´Ávila Sessão de terapia é sobre escuta. “A série é sobre escuta numa época em que todo mundo só grita e grita alto”, diz o produtor.


“Todo mundo tem capacidade de falar e de escutar. A série abre esse caminho para a escuta. Falar sobre o problema pode ajudar. Se as pessoas falarem mais, serão mais felizes. A série desmistifica a terapia”, completa Jaqueline.


A escuta ultrapassa a chamada quarta parede e chega com força ao sofá do público. “O público se vê em um pouco de cada paciente. Essa identificação é muito interessante. Isso acontece com os atores também. Eles vão para casa e encontram questões parecidas. A Letícia Colin tem uma filha pequena. A Luana Xavier tem questões parecidas também. Isso traz ainda mais veracidade”, avalia Selton Mello, dizendo que essa identificação é o grande trunfo de Sessão de terapia.



Segundo Selton Mello, esta temporada mostrará todos os personagens muito mais à flor da pele, num certo espelhamento de como os brasileiros têm se sentido nos últimos meses. A série mantém sua pretensão (até então bem-sucedida) de mostrar a importância da terapia na evolução social e na melhora da saúde mental das pessoas.


Ele explica: Essa série sempre foi necessária e, agora, é mais do que nunca. O público se vê nos pacientes, e também assiste como terapeuta, tentando desvendar o que a pessoa disse nas entrelinhas. É uma série muito rica para a imaginação. É um trabalho muito especial, me emociona falar sobre ela.


Atualmente disponível no catálogo da Globoplay, está na sua quinta temporada com 35 episódios.